video by luanderick
Season 7 - So you think you can dance
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Season 7 - So you think you can dance
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CLASSIFICAÇÃO E GÉNEROS DE DANÇAVárias classificações das danças podem ser feitas, levando-se em conta diferentes critérios.
Quanto ao modo de dançar:
Dança solo (ex. coreografia de solista no ballet, sapateado);
Dança em dupla (ex. tango, salsa, valsa);
Dança em grupo (ex. danças de roda, sapateado).Quanto a origem:
Dança folclórica
Dança histórica, dança cerimonial (ex. danças rituais indianas);
Dança étnica (ex. danças tradicionais de países ou regiões).Quanto a finalidade:
Dança erótica (ex. can can, striptease);
Dança cénica ou performativa (ex. ballet, dança do ventre, sapateado, dança contemporânea);
Dança social (ex. dança de salão, tradicional);
Dança religiosa/dança profética (ex. dança sufi).Existem quatro grandes grupos de estilos de dança, que são:
Dança Clássica – conjunto de movimentos e de passos, elaborados em sistema e ensinados no ensino coreográfico.
Dança de Salão – praticada nas reuniões e nos dancings.
Dança Moderna – libertou-se dos princípios rígidos da dança académica e serviu de base ao bailado contemporâneo
Dança Rítmica- Este tipo de actividade física aposta mais na elegância e na beleza do que no esforço e na resistênciaDanças de salão / Danças Clássicas
Classificação das Danças de Salão:
Latinas: Samba, Cha cha cha, Rumba, Paso-Doble e Jive.
Clássicas: Valsa Vienense, Valsa Inglesa, Slow Fox, Quickstep e Tango.
Sociais: Salsa, Merengue.As Danças Clássicas
As Danças Clássicas constituem uma das modalidades das Danças de Salão e incluem cinco diferentes tipos de dança: a Valsa Vienense, a Valsa Inglesa, o Slow Foxtrot, o Quick Step e o Tango.Características das Danças Clássicas
Valsa Vienense/Valsa Inglesa
As principais características da Valsa são a antecipação inesperada do acompanhamento na segunda parte do compasso e as mudanças de ritmo e os tempos, às vezes angustiosamente lentos ou estrondosamente rápidos nas Codas (parte final da música). As "figuras" básicas usadas na construção da coreografia desta dança baseiam-se num esquema em diagonal que resulta numa progressão suave e leve em volta da pista de dança no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
As ondulações graciosas e rápidas mudanças na velocidade do corpo são conseguidas da seguinte forma: O primeiro tempo de cada compasso é dançado com uma forte oscilação do corpo, acumulando depois essa energia num movimento de vaivém em direcção ao centro das rotações elevando-se nas pontas de ambos os pés durante o segundo e terceiro tempos do compasso da música. Em cada batida rítmica é dado um passo.
A diferença entre a Valsa Vienense e a Valsa Inglesa
A Valsa Vienense tem 60 compassos por minuto. Tem um compasso ternário ¾ – Três batidas num compasso, sendo a primeira forte e a segunda e terceira fracas.
A Valsa Inglesa tem um ritmo mais lento (que foi diminuindo gradualmente ao longo do tempo), mas que mantém o compasso ¾. A valsa lenta ou inglesa é em muitos aspectos semelhante à vienense, no entanto a sua lentidão tem uma finalidade: a possibilidade de incorporar mais movimentos entre as diferentes coreografias, que devem ser sempre interpretadas, e nunca realizadas mecanicamente. Na valsa inglesa, essa lentidão também permite manter os pés mais distantes assim como dar passos maiores.
Slow Foxtrot
O Slow Foxtrot é dançado num estilo de baile normal fechado. Isto inclui o uso de contacto de corpo a corpo. Em posição fechada o homem coloca-se em frente da senhora, ligeiramente à esquerda. São unidas a mão direita da senhora e a mão esquerda do homem – a mão deve estar aproximadamente ao nível dos olhos da senhora. A mão direita do homem é colocada na omoplata da senhora, com o braço esquerdo da senhora a descansar facilmente no direito dele. A armação de dança resultante deverá ser robusta, mas relaxada e ausente de tensão ou de stress.
Movimentos:
Os passos para a frente são feitos normalmente, primeiro com a base do pé em contacto com o chão, e só depois a ponta do pé. Para trás são dados os passos, primeiro com a ponta do pé, e só depois com a base do pé.
Contra-Body Movement (Movimento de contra-corpo): Passo suave e típico das Danças de Salão: é o passo usado para começar a maioria dos movimentos de rotação.
Rise & Fall: A "subida e descida" está presente no Foxtrot, embora de uma forma mais subtil do que na Valsa.
Sway Sway (Balanço de balanço): É definido pela inclinação do corpo normalmente quando existem movimentos para o lado.
Quick Step
O Quickstep é uma dança leve, vivaz, alegre, com saltos, pulos, e com voltas a esquerda e direita e atrás.
Embora os passos sejam ligeiramente simples, esta modalidade requer uma elevada compreensão entre o par de dançarinos. A senhora deverá ser sensível à condução do homem e estar atenta às mudanças de direcção do seu par.
Postura Masculina: Deve estar numa posição natural com os joelhos ligeiramente reflectidos. Inclinando o seu corpo ligeiramente para a frente acima da cintura e mantendo os seus ombros relaxados. Todo o peso do corpo deverá estar na ponta dos pés.
Senhora: A postura deverá ser igual à descrita para o homem, no entanto o corpo da senhora deve estar ligeiramente inclinado para trás da cintura. E esta deverá estar à direita do homem.
Técnica de Dança: O Homem coloca a mão direita na senhora ligeiramente debaixo do ombro esquerdo dela – os dedos deverão estar unidos. A parte superior do braço direito, do ombro para o cotovelo, devera estar ligeiramente inclinado, do cotovelo para a palma, deverão estar paralelos com o chão. A mão esquerda segura a mão da senhora de forma que os dedos dela estejam colocados entre o dedo polegar e dedo indicador. O homem cobre os dedos da senhora do lado direito. A palma esquerda não devera ser dobrada para dentro, devera haver uma linha direita do cotovelo à palma. A palma deveria estar diagonalmente ao chão. A mão deverá estar ao mesmo nível com a orelha esquerda. A mão esquerda da senhora descansa ligeiramente na mão direita do homem. Os dedos da mão esquerda estão juntos debaixo do ombro direito do homem (dependendo da altura do homem).Tango
Existem numerosos estilos de Tango actualmente, como por exemplo o Tango Argentino, o Tango de Salão (Estilo americano e internacional), o Tango Finlandês, o Tango Chinês, entre outros. O Tango Argentino é considerado como sendo o “autêntico” tango, já que é o mais parecido com o que se dançou originalmente em Buenos Aires, Argentina.
O Tango é dançado normalmente em linha, numa posição cerrada, peito com peito, ou face encostada (cara a cara). No entanto, o Nuevo Tango permite dançar numa postura aberta.
Há qualquer coisa muito especial no Tango. Transmite uma atmosfera de expectativa tensa. As entrecortadas desta música, combinando-se em fluentes crescendos, suaves mas firmes, criam um tom dramático e furtivo entrelaçado de fortes contrastes, que se repetem constantemente e que necessitam de uma grande capacidade de improvisação.
O segredo para captar o sentimento do Tango reside em adoptar a postura correcta e conseguir executar os alusivos movimentos de gato que o caracterizam. A coreografia é complexa e as habilidades dos bailarinos são celebradas pelos aficionados.
É importante dar grande atenção às posições relativas dos corpos quando se adopta a posição Inicial. Os dançarinos devem reparar que o ombro direito do Homem conduz e que, cada vez que os seus pés estão unidos, a ponta do pé direito fica junto a face interna do pé esquerdo (e vice versa para Senhora). O tango: romântico, dramático, exótico, sofisticado e simples é caracterizado por um compasso 2/4 que é tocado com um staccato incomum em cada batida. O objectivo a atingir é o procedimento furtivo de predador, tanto para o homem, como para a senhora.
Ballet
Como outras formas de dança, o ballet pode ter um enredo, expressar os sentimentos ou só reflectir a música; entretanto, neste tipo de dança é muito exigida a técnica e a perícia do bailarino. Os bailarinos parecem ignorar a lei da gravidade, quando flutuam pelo espaço em saltos longos e lentos. Usando simplesmente o corpo, os bailarinos conseguem expressar as mais variadas emoções e formam belas e harmoniosas expressões artísticas. A técnica do ballet é chamada clássica, porque salienta essa pureza e harmonia de expressão. Como a técnica do ballet foi criada na França, até hoje são usadas em todo mundo palavras francesas para designar passos e posições do ballet.
Os bailados são encenados e apresentados por companhias de ballet, o director artístico procura criar um trabalho harmonioso, combinando todos os elementos do ballet: dança, música, cenário e guarda-roupa, todos baseados no enredo ou espírito do ballet. Ë formada uma equipe : coreógrafo (aquele que cria os movimentos e passos dos bailados e os ensina aos bailarinos ),compositor, cenógrafo e figurinista.
Diferentes tipos de ballet foram criados em vários países: o estilo americano exige rapidez e energia; o ballet britânico é mais apurado; o russo é vigoroso e brilhante; o francês é bonito e decorativo: o dinamarquês, vivo e alegre. Os bailarinos viajam por todo mundo e adotam traços de estilos estrangeiros, por esta razão o ballet tem vindo sempre a ser ampliado e enriquecido.
No inicio do século XIX, as bailarinas que até ficavam em segundo plano, passaram a ocupar um lugar de destaque, tornaram-se seres etéreos, quase irreais. Para atingir este ideal, Marie Taglioni, filha do coreógrafo italiano Filippo Taglioni, revolucionou toda a técnica do ballet, criou o sapato de ponta e o traje que foi adoptado por todo o mundo: o tutu. A sua maior criação, a etérea sílfide do ballet La Sylphide ( 1832 ), transformou – a na grande estrela dos palcos parisienses.
Até esta época, Paris permaneceu a capital do ballet, entretanto os bailarinos e coreógrafos que lá trabalhavam, levaram sua técnica para outros países. O mais importante desse grupo talvez tenha sido Marius Petipa, que ingressou no ballet Imperial Russo de São Petersburgo e ajudou a transformar aquela cidade no centro mundial de ballet. A sua especialidade era criar coreografias para bailarinas. Até hoje, os papéis dos seus bailados “A Bela Adormecida” (1890) e “O Lago dos Cisnes”(1895), são os mais almejados pelas bailarinas.
Da Academia de São Petersburgo saíram os maiores bailarinos de todos os tempos Vaslav Nijinsky e Anna Pavlova.
Mikhail Fokine foi o primeiro coreógrafo dos Ballets Russos, uma grande companhia russa fundada por Sergei Diaghilev. Trabalhava na Companhia de São Petersburgo, que não aceitava as suas ideias avançadas, Fokine achava que personagens, emoções e época deveriam expressar-se apenas através da dança. Argumentava que todas as artes envolvidas num ballet deviam combinar-se num todo harmonioso. Com Diaghilev, Fokine teve a oportunidade de concretizar as suas ideias. Criou bailados brilhantes como O Príncipe Igor (1909), O Pássaro de Fogo ( 1910) e Petrushka (1911). Nos seus bailados, os bailarinos voltaram a ser importantes.
Atualmente em todos os países do mundo existem excelentes companhias de ballet. Os bailarinos hoje, exibem não só uma grande técnica mas também um alto grau de dramaticidade. O ballet conjuga movimentos clássicos com passos de dança moderna.Sapateado
O sapateado originou-se da fusão cultural entre irlandeses e africanos. A sua primeira manifestação aconteceu na Irlanda, no início da Revolução Industrial. Nos pequenos centros urbanos, os operários costumavam usar tamancos (Clogs) para isolar a intensa humidade que subia do solo e, como forma de diversão, reuniam-se nas ruas, tanto homens como mulheres, para uma animada competição, onde o vencedor seria aquele que conseguisse produzir os sons e ritmos mais variados com o bater das solas no chão de pedra. Esta diversão passou a ser popularmente conhecida como " Lancashire Clog ".
Por volta de 1800, os tamancos foram substituídos por calçados de couro (Jigs) por serem mais flexíveis e as moedas foram adaptadas ao salto e à biqueira para que o "sapato musical" soasse mais puro. Com o tempo, as moedas foram trocadas por plaquinhas de metal: os "taps". Os africanos enfatizavam a dança de formas diferentes, mas basicamente com os pés não criavam ritmos, pois dançavam descalços com o pé inteiro no chão. O ritmo era baseado no batuque e assim chegaram aos EUA, onde eram escravos e nas festas mantinham as suas tradições.
Nas festas tradicionais, como não podiam tocar tambor, começaram a fazer mais ritmos corporais com as mãos, boca e pés. Isso deixou-os mais curiosos com as danças europeias (Jig e Clog), às quais eles já tinham assistido uma vez ou outra.
Em 1830, Thomas Rice, numa temporada de verão em Kentucky, apresentou-se com um número inédito baseado na minuciosa observação que teve de "Jim Crow", um dos negros que trabalhava para o teatro. Crow tinha um caminhar desengonçado tanto pela sua idade avançada como por uma forte rigidez muscular numa das pernas e nos ombros. Enquanto trabalhava, costumava cantar uma canção e no final dava três pulinhos muito dificultosos.
Partindo deste fato, Rice pintou o rosto de preto, vestiu um macacão de carregador e, cantando a mesma canção conhecida então por "Jump, Jim Crow", dançou improvisando saltos e giros totalmente fora do convencional. O artista branco de cara negra começou a despontar em massa pelos Estados Unidos dando origem aos famosos "Shows de Menestréis".
A primeira troca efectiva de talentos entre brancos e negros aconteceu em 1840, quando escravos recentemente livres e imigrantes irlandeses recém chegados espalharam-se por vários pontos de Nova Iorque e, frequentando os mesmos salões, começaram a trocar passos de "Irish Jig" e dança africana.
Por volta de 1920, surgiu o Sapateado Americano. O desenvolvimento da sua história começou com os negros, mas o auge veio com as grandes produções do cinema entre 1930 e 1950, quando surgiram grandes nomes como Gene Kelly, Fred Astaire , Ginger Rogers e Eleonor Parker.
O estilo adoptado nos musicais é mais dançado com o corpo, utilizando técnicas de ballet, os braços e combinações tradicionais. No sapateado do negro americano, as batidas são mais rápidas, o corpo fica mais à vontade, no estilo próprio de cada um.
Fred Astaire dançava os dois estilos de uma maneira surpreendente e perfeita, altamente clássico e com a velocidade dos negros.
Como tudo, o sapateado também evoluiu e passou a ter outras formas. Savion, um dos maiores sapateados do mundo, criou uma nova forma de sapatear mais forte e mais ousada com seu swing e musicalidade.
O sapateado também pode ser chamado de instrumento de percussão, pois com as batidas dos pés executam-se sons e melodias rítmicas bem variadas e ricas.
O sapateado é uma dança relaxante que não tem limite de idade, sexo e nem exige grande esforço para principiantes.O Jazz
Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, do negro spiritual protestante e do ragtime, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século.
O termo jazz começa a ser usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York. Os seus expoentes são considerados "oficialmente" os primeiros músicos de jazz: a Original Dixieland Jass Band do cornetista Nick LaRocca, o pianista Jelly Roll Morton (que se auto-denominava "criador do jazz"), o cornetista King Oliver com a sua Original Creole Jazz Band, e o clarinetista e sax-sopranista Sidney Bechet. Em seguida, vamos encontrar em Chicago os trompetistas Louis Armstrong e Bix Beiderbecke, e em New York o pianista Fats Waller e o pioneiro bandleader Fletcher Henderson. Em 1930 o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington ,Count Basie , Cab Calloway e Earl Hines.
A evolução histórica do jazz, assim como da literatura, das artes plásticas e da música clássica, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. Em meados dos anos 30 surge o primeiro estilo maciçamente popular do jazz, o swing, que agradava imensamente às multidões durante a época da guerra. Em 1945 surge um estilo muito mais radical e que fazia menos concessões ao gosto popular, o bebop , que seria revisto, radicalizado e ampliado nos anos 50 com o hard bop . Em resposta à agressividade do bebop e do hard bop, aparece nos anos 50 o cool jazz , com uma proposta intelectualizada que está para o jazz assim como a música de câmara está para a música erudita.
O cool e o bop dominam a década de 50, até a chegada do free jazz, dando voz às perplexidades e incertezas dos anos 60. No final dos anos 60, acontece a inevitável fusão do jazz com o rock, resultando primeiro em obras inovadoras e vigorosas, e posteriormente em pastiches produzidos em série e de gosto duvidoso. Hoje existe espaço para cultivar todos os géneros de jazz, desde o dixieland até o experimentalismo free, desde os velhos e sempre amados standards até as mais ambiciosas composições originais para grandes formações. Mas qual seria o estilo de jazz próprio dos dias de hoje? Talvez o jazz feito com instrumentos electrónicos - samplers e sequenciadores - num cruzamento com o tecno e o drum´n´bass.
É uma forma de dança moderna, que é fortemente influenciada pelos sons, ritmos, técnicas de jazz e música.
Como música jazz, o jazz dança é muito individual, com uma ênfase na valorização das competências individuais.
Como a música que inspirou, o jazz tem as suas raízes na comunidade Africano-Americana nos Estados Unidos. Várias formas de jazz foram realizadas até o final dos anos 1800, e pela Primeira Guerra Mundial, tinha-se tornado uma dança bem aceita e bem conhecida.
Este estilo de dança passou a influenciar fortemente a Broadway e, por sua vez, Hollywood e também no ballet e na dança moderna.
O Jazz é uma forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso. Na sua origem a Dança Jazz tem raízes essencialmente populares. Com uma evolução inicial paralela à da música Jazz, surgiu nos E.U.A no final do século passado. Pode-se afirmar, inclusive, que nasceu diretamente da cultura negra.LOUIS ARMSTRONG
Louis Armstrong foi o maior músico de Jazz de sempre.
Charlie Parker segui-lo-á de perto, mas Armstrong definiu o que era Jazz e como tocá-lo (Parker terá aberto novos caminhos para um Jazz que já existia). Fez do Jazz, História, sendo ele uma boa parte dela própria. “Satchmo” (uma alcunha de Armstrong) foi o primeiro mais importante solista no Jazz, e um dos que por isso mesmo mais influenciou músicos à sua volta, mas não só. Foi, e é intemporal: apesar de falecido em 1971, a sua influência ainda hoje persiste em muitos músicos de jazz da actualidade, em particular dos trompetistas.Ginástica Rítmica
A história da Ginástica Rítmica começa um pouco mais tarde do que a da Ginástica Artística. Este tipo de actividade física aposta mais na elegância e na beleza do que no esforço e na resistência. A outra diferença importante entre a Ginástica Desportiva e a Ginástica Artística baseia-se na forma de utilização dos equipamentos, que são complementos dos movimentos na primeira e suporte para as acrobacias na segunda. Neste sentido, a pontuação na Ginástica Rítmica baseia-se não só na execução correcta dos movimentos, mas também na graciosidade das atletas, pois este desporto está reservado apenas às mulheres (competitivamente falando).
A Ginástica Desportiva já era praticada desde os finais da I Guerra Mundial, embora sem que regras específicas tivessem sido fixadas. Muitas escolas inovaram a forma como se praticavam os exercícios tradicionais de ginástica através da junção da música que exige o ritmo nos movimentos das ginastas. Apenas em 1946 é feita uma primeira distinção na ginástica de competição, na Rússia, quando surge também a designação de Rítmica.
Em 1961 vários países do leste Europeu organizam um campeonato internacional desta disciplina e no ano seguinte a Federação Internacional de Ginástica reconhece a nova modalidade nas suas regras, em 1963 realiza-se o primeiro campeonato mundial. A maior parte dos equipamentos utilizados actualmente foram introduzidos nesta competição com a excepção da fita e das maças.
Em 1984 a Ginástica Rítmica faz a sua primeira aparição olímpica, embora as melhores ginastas a nível mundial, provenientes dos países do Leste europeu não tivessem concorrido nesse ano devido ao boicote realizado por esses países. Em 1996 os Jogos Olímpicos trazem ainda uma outra modificação nesta competição, tendo sido introduzida a prova de grupo.Hip-hop
Hip-hop é um movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos Estados Unidos como forma de reacção aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana. É uma espécie de cultura das ruas, um movimento de reivindicação de espaço e voz das periferias, traduzido nas letras questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas imagens grafitadas pelos muros das cidades.
O hip hop como movimento cultural é composto por quatro manifestações artísticas principais: o canto do rap (sigla para rythm-and-poetry), a instrumentação dos DJs, a dança do break dance e a pintura do grafite. O termo música hip hop refere-se aos elementos rap e DJ, sendo hip hop também usado como sinónimo de rap.
O hip-hop emergiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, verdadeiros guetos, enfrentavam diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carência de infra-estrutura e de educação, entre outros. Os jovens encontravam na rua o único espaço de lazer, e geralmente entravam num sistema de Gangues, em que se confrontavam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial. Os Gangues funcionavam como um sistema opressor dentro das próprias periferias - quem fazia parte de algum grupo de Gangues, ou quem estava de fora, sempre conhecia os territórios e as regras impostas por eles.
Esses bairros eram essencialmente habitados por imigrantes do Caribe, vindos principalmente da Jamaica. Por lá existiam festas de rua com equipamentos sonoros ou carros de som muito possantes chamados de Sound System (carros equipados com equipamentos de som, parecidos com trios eléctricos). Os Sound System foram levados para o Bronx, um dos bairros de Nova Iorque de maioria negra, pelo DJ Kool Herc, que com doze anos emigrou para os Estados Unidos com a sua família. Foi Herc quem introduziu o Toast (modo de cantar com passos bem fraseados e rimas bem feitas, muitas vezes bem politizadas e outras banais e sexuais, cantadas em cima de reggae instrumental), que daria origem ao rap.
Neste contexto, nasciam diferentes manifestações artísticas de rua, formas próprias, dos jovens ligados aquele movimento de se fazer música, dança, poesia e pintura. Os DJs Afrika Bambaataa, Kool Herc e Grand Master Flash, GrandWizard Theodore, GrandMixer DST (hoje DXT), Hollywood e Pete Jones, entre outros, observaram e participaram destas expressões de rua, e começaram a organizar festas nas quais estas manifestações tinham espaço - assim nasceram as Block Parties.
Os gangues foram encontrando naquelas novas formas de arte uma maneira de canalizar a violência em que viviam submersas, e passaram a frequentar as festas e dançar break, competir com passos de dança e não mais com armas. Essa foi a proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o padrinho da cultura hip-hop, o idealizador da junção dos elementos, criador do termo hip-hop e por anos tido como "master of records" (mestre dos discos), pela sua vasta colecção de discos de vinil.
DJ Hollywood foi um DJ de grande importância para o movimento. Apesar de tocar ritmos mais pop como a discoteca, foi o primeiro a introduzir nas suas festas MCs que animavam com rimas e frases que deram início ao rap. Os MCs passaram a fazer discursos rimados sobre a comunidade, festa e outros aspectos da vida quotidiana. Taki 183, o grande mestre do Pixo, fez uma revolução em Nova Iorque ao lançar as suas "Tags" (assinaturas) por toda cidade, sendo noticiado até no New York Times da época. Depois dele vieram Blade, Zephyr, Seen, Dondi, Futura 2000, Lady Pink, Phase 2, entre outros.
Em 12 de Novembro de 1973 foi criada a primeira organização de hip hop, cuja sede estava situada no bairro do Bronx. A Zulu Nation tem como objetivo acabar com os vários problemas dos jovens dos subúrbios, especialmente a violência. Começaram a organizar "batalhas" não violentas entre gangues com um objetivo pacificador. As batalhas consistiam numa competição artística.
Mestre de Cerimonia, é o porta-voz que relata, através de articulações de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não só descreve, também lança mensagens de alerta e orientação, o MC tem como principal função animar uma festa e contribuir para que as pessoas se divertam. Muitos MCs no início do hip-hop davam recados, mandavam mensagens ou simplesmente animavam as festas com algumas rimas.Breakdance
(também conhecido como breaking ou b-boying em alguns lugares) é um estilo de dança de rua, parte da cultura do Hip-Hop criada por afro-americanos e latinos na década de 1970 em Nova Iorque, Estados Unidos. Normalmente é dançada ao som do Hip-Hop ou de Electro. O breakdancer, breaker, B-boy, ou B-girl é o nome dado a pessoa dedicada ao breakdance e que pratica o mesmo. Inicialmente, o breakdance era utilizado como manifestação popular e alternativa de jovens para não entrar em gangues de rua, que tomavam Nova Iorque em meados da década de 1970. Actualmente, o brakdance é utilizado como meio de recreação ou competição no mundo inteiro.
O principal artista da época era Mister Dynamite (Senhor Dinamite) James Brown, conhecido não só pela voz ou canções, mas também por toda sua performance estética, que deu origem a todos os pop-stars que vemos hoje em dia. (Ex: Michael Jackson, Prince, Madonna e etc.). James Brown era idolatrado principalmente nos redutos negros e latinos das grandes metrópoles e influenciava todos os jovens com a sua dança, chamada Good Foot (Pé Bom).
No Bronx, a influência do Good Foot levou à criação de uma dança chamada Top Rocking (Dança em cima). Essa dança usava qualquer tipo de provocação vistas na TV, em filmes, etc. Preferiam provocar a brigar, na mais pura malandragem, utilizando a dança. Nesta mesma época, no Brooklyn, o que víamos era praticamente a mesma dança, utilizando passos diferentes além da combinação de ataques e defesas simultâneas, feitas por mais de um dançarino. Esta dança foi chamada de Brooklyn-Rock (Dança do Brooklyn) ou Up-Rock. Devido ao grande sucesso, surgiram equipas especializadas em combater com o Up-Rock.
O Bronx, notando que a sua dança era menos chamativa que o Brooklyn-Rock já que este contava a participação de mais de um dançarino o confronto entre esses dois Up-Rockers era muito mais contundente que a de um Top-Rocker começou-se a experimentar novas concepções; com isso o Top-Rock rapidamente desceu para o chão criando-se o Floor-Rock (Dança de chão) ou Foot Work (Trabalhos dos pés). Essa dança consiste em praticamente dançar o Top-Rocking em movimentos circulares de acordo com ritmo da música logicamente com as mãos e pés no chão ao mesmo tempo. O término deste movimento chama-se de freeze (congelar); a força, rapidez e ousadia rapidamente suplantou o cenário Up-Rocking. A partir desse momento todos queriam fazer Foot Work não importando se fosse Up ou Top-Rocker.
Nas Block Parties o pessoal esperava Kool Herc começar a brincar com os Breaks (intervalos de compasso) e fabricar os beats. Como essas festas aconteciam principalmente no Bronx a dança predominante era o Top ou Floor Rocking então Kool Herc costumava pegar no microfone e anunciava a performance dos B-boys, aqueles que dançam nos intervalos da música. Com isso toda a dança do Bronx e Brooklyn acabaram sendo unificadas sob o nome de B-boying. Em 1969, quando foi lançada a música Get on the good foot (Entre no Passo Certo), a dança não ficou restrita ao Bronx e Brooklyn em Nova Iorque. Ela aportou na Costa Oeste, mais precisamente em Los Angeles, dando origem a uma dança chamada Locking (Travar); esta recebeu a influência de uma dança chamada Funky Chick (Pintinho Funkeiro) e Hustle (gíria para maquiavélico). O Locking é uma dança atípica e por isso é considerada uma das mais complexas de execução, por que ao mesmo tempo em que se tem o Funk e Soul que fluem harmoniosamente ao ritmo da música têm-se os Locks, congelando devastadoramente a dança.
A complexidade aparece justamente na junção destes extremos. A pergunta é: eu devo ter mais Swing ou técnica para travar o meu corpo? É evidente que o equilíbrio é o mais viável e torna a dança irresistivel. Em Fresno, na Califórnia, cria-se com influências de séries de ficção científica, danças robóticas que imitavam os movimentos mecânicos. Na limitação de movimentos proporcionados a um robô começa-se a imitar ondas por todos os membros do corpo, dedos, braços, pernas, tórax, etc.
Poderá dar-se vários nomes as técnicas de Boogalooing: O tio do Boogaloo Sam (personificador da dança) teria inventado o termo Boogaloo pois não conseguia achar definição para tais movimentos. Em Los Angeles ela é conhecida por Popping (Estalo das articulações). E em Nova Iorque quando foi conhecida por volta de 1979 chamaram-na de Boogie, assim como o B-boying foi conhecido primeiro como Breakdance em Los Angeles em 82. No Boom do Break que aconteceu mundialmente, todas as danças não importavam se fosse Locking ou B-boying ou Popping apareciam sob o nome até hoje conhecido mundialmente pelos média como Breakdance.
Vários grupos aderiram ao break, os grupos são denominados de "crew" que em inglês significa equipe, o que hoje parece moda vai muito além de vestir uma roupa ou um boné e sair por ai dizendo "sou do break ou sou do hip hop" a cultura é bem mais alta e é na verdade uma manifestação do movimento hip-hop.Capoeira
A capoeira é uma expressão cultural Afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular, música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e descendentes, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, e golpes desferidos com bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.
A palavra capoeira tem alguns significados, um dos quais refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil. Foi sugerido que a capoeira obtivesse o nome a partir dos locais que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata. Também, a palavra Tupi-Guarani "capuera" significava "Mata destruída pela mão de homem e renascida, não virgem".
História
Durante o século XVI, Portugal enviou escravos para o Brasil, provenientes da África Ocidental. O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos, com 42% de todos os escravos enviados através do Oceano Atlântico. Os seguintes povos foram os que mais frequentemente eram vendidos no Brasil: grupo sudanês, composto principalmente pelos povos Iorubá e Daomé, o grupo guineo-sudanês dos povos Malesi e Hausa, e o grupo banto (incluindo os kongos, os Kimbundos e os Kasanjes) de Angola, Congo e Moçambique.
Os negros trouxeram consigo para o América|Novo Mundo as suas tradições culturais e religião. A homogeneização dos povos africanos e os seus descendentes no Brasil sob a opressão da escravatura foi o catalisador da capoeira. A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil, como forma de elevar o seu moral, transmitir a sua cultura e principalmente como forma de resistir aos seus escravizadores, geralmente era praticada nas capoeiras, e a noite nas sensalas onde os escravos ficavam acorrentados pelos braços, o que explica o fato de a maioria dos golpes serem desferidos com os pés, foi também muito praticada nos quilombos, onde os escravos fugitivos tinham liberdade para expressar a sua cultura.
Há relatos de historiadores de que Zumbi dos Palmares e os seus quilombolas comandados, só conseguiram defender o Quilombo dos Palmares dos ataques das tropas coloniais, porque eram exímios capoeiristas, mesmo possuindo material bélico muito aquém dos utilizados pelas tropas coloniais e geralmente combatendo em menor número, resistiram a pelo menos vinte e quatro ataques de grupos com até três mil integrantes, comandados por capitães-do-mato, e foram necessários dezoito grandes ataques de tropas militares ao Quilombo dos Palmares para derrotar os quilombolas, soldados de Portugal relatavam ser necessários mais de um dragão (militar) para capturar um quilombola, porque se defendiam com estranha técnica de ginga, pernas, cabeça e braços, muitos comandantes de tropa portugueses e até um governador-geral, consideraram ser mais difícil derrotar os quilombolas do que os holandeses.
Há registos da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, e Recife, porém durante anos a capoeira foi considerada subversiva, a sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas, e em Recife, onde segundo alguns a capoeira deu origem à dança do frevo, conhecida como o passo.
Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador. Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da dedicação desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e espalhou-se da Bahia para todos os estados brasileiros.
No vídeo de B. M. Farias "Relíquias da Capoeira - Depoimento do Mestre Bimba", o próprio Manuel dos Reis Machado, criador da capoeira de regional, comenta sobre os motivos que o fizeram mudar-se para Goiânia. Depois, numa reunião de especialistas em capoeira no Rio de Janeiro, entendidos explicam mais sobre o nome da dança, sobre a criação da capoeira de Angola e falam também sobre esse lendário personagem chamado Mestre Bimba. A palavra capoeira quer dizer:
Capo: mato
Eira: cortado.Dança do Ventre
A dança do ventre é uma dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C., os seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente, foram registados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objectivo preparar a mulher, através de rituais religiosos dedicados a deusas, para se tornarem mães. Devido a invasão dos árabes, a dança espalhou-se pelo mundo. A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raq? sharqi ou raqs baladi, ou pelo termo turco çiftetelli.
É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na actualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.Origens
A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registos desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egipto, com o objectivo de ensinar às mulheres os movimentos de contracção do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registos em abundância da evolução na Antiguidade.
Por possuir elementos corporais e sexuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal, desde o Neolítico, cujos movimentos revelam sensualidade e a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da ideia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída directamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.
As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos actualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egipto, Babilónia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objectivo através dos rituais religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães.Funk
O Funk é um estilo bem característico da música negra norte-americana, desenvolvido a partir de meados dos anos 1960 por artistas como James Brown e pelos seus músicos, especialmente Maceo Parker e Melvin Parker, a partir de uma mistura de soul music, soul jazz e R&B. O funk é mais conhecido pelo seu ritmo sincopado, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou os Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica secção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante. Nos anos 70 o funk foi influência para músicos de jazz (como exemplos, as músicas de Miles Davis, Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris entre outros).
História
Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solta, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e principalmente dançantes.
Funk era um adjectivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a “apimentar” mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it!” (algo como “coloca mais ‘funk’ nisso!”).
Num jazz de Mezz Mezzrow dos anos 30, Funky Butt, a palavra já aparecia. Devido à conotação sexual original, a palavra funk era normalmente considerada indecente. Até ao final dos anos 50 e início dos 60, quando “funk” e “funky” eram cada vez mais usadas no contexto da soul music, as palavras ainda eram consideradas indelicadas e inapropriadas para uso em conversas educadas.
A essência da expressão musical negra norte-americana tem as suas raízes nos spirituals, nas canções de trabalho, nos gritos de louvor, no gospel e no blues.
Na música mais contemporânea, o gospel, o blues e as suas variantes tendem a fundir-se. O funk torna- se assim uma fusão do soul, do jazz e do R&B.Década de 1970 e actualidade
Nos anos 70, George Clinton, com suas bandas Parliament, e, posteriormente, Funkadelic, desenvolveu um tipo de funk mais pesado, influenciado pelo jazz e Rock psicadélico. As duas bandas tinham músicos em comum, o que as tornou conhecidas como 'Funkadelic-Parliament'. O surgimento do Funkadelic-Parliament deu origem ao chamado P-Funk', que se referia tanto à banda quanto ao subgénero que desenvolveu.
Outros grupos de funk que surgiram nos anos 70 incluem: B.T. Express, The Commodores, Earth, Wind & Fire, War, Lakeside, Brass Construction, KC and the Sunshine Band, Kool & The Gang, Chic, Cameo, Fatback, The Gap Band, Instant Funk, The Brothers Johnson, Ohio Players, Wild Cherry, Skyy, e músicos/cantores como Jimmy "Bo" Horne, Rick James, Chaka Khan, Tom Browne, Kurtis Blow (um dos precursores do rap), e os popstars Michael Jackson e Prince. Nos anos 80 o funk tradicional perdeu um pouco da popularidade nos EUA, à medida que as bandas se tornavam mais comerciais e a música mais electrónica. Os eus derivados, o rap e o hip hop, porém, começaram a espalhar- se, com bandas como Sugarhill Gang e Soulsonic Force (em parceria com Afrika Bambaataa). A partir do final dos anos 80, com a disseminação dos samplers, partes de antigos sucessos de funk (principalmente dos vocais de James Brown) começaram a ser copiados para outras músicas pelo novo fenómeno das pistas de dança, a house music.
Nesta época surgiu também algumas derivações do funk como o Miami Bass, DEF, e a ramificação latina da Freestyle Music conhecida no brasil como Funk Melody que também faziam grande uso de samplers, Caixas de ritmos e sintetizadores. Tais ritmos tornaram-se combustível para os movimentos Break e Hip Hop.
Nos anos 80 também surgiu o chamado funk-metal (também conhecido como funk rock), uma fusão entre guitarras distorcidas de heavy-metal e a batida do funk, em grupo.
A Dança de Salão, um exemplo de Dança Popular e também conhecida como Dança Social ou de Sociedade, é a dança praticada nos bailes e reuniões sociais que tem o objectivo de socializar e divertir. Quanto à sua nomenclatura, o termo de salão é devido à necessidade de salas grandes, os salões, para que se possam realizar as evoluções das danças. As primeiras Danças de Salão surgiram na Europa durante o Renascimento, nesta época a dança apresentava também um significado filosófico, pois muitas pessoas acreditavam que a harmonia de movimentos de dança refletia a harmonia na natureza e no universo. Foi ainda neste período que ela se definiu em duas linhas, as Danças Teatrais e as Danças Sociais. As primeiras são as danças de apresentação, de espectáculo e/ou de entretenimento, compreendendo actualmente, entre outras, o ballet, a dança contemporânea, as folclóricas e o sapateado. Já as Danças Sociais ou Populares são aquelas em que os praticantes dançam para seu próprio prazer, são as danças dos bailes, festas e reuniões sociais. No século XV, as danças realizadas pelas classes baixas nas suas festas e comemorações chegaram aos salões da nobreza por meio dos dançarinos e/ou mestres-de-baile. Estes eram contratados pelos nobres para que lhes ensinassem as Danças Sociais que, ao chegarem aos salões da corte, ganharam refinamento e status, tanto que além de serem executadas nos grandes bailes, passaram a fazer parte da educação da nobreza.
Inicialmente, as Danças de Salão não eram realizadas a dois, como conhecemos hoje, mas sim em grupos formando filas de pares de dançarinos. A pavana, a gavota e o minueto são exemplos dessas primeiras Danças Sociais, sendo este último o de maior sucesso, tanto na França, o seu país de origem, como em outros países da Europa e América. O estilo responsável por colocar damas e cavalheiros a dançar juntos, é a valsa, proveniente da Áustria e Alemanha que chegou a Paris no final do século XVIII e que seria a “febre” dos salões no século seguinte. Outro ritmo de sucesso no século XIX é a polca que surgiu na Boémia em 1830 como dança rústica transformou-se em Dança de Salão sete anos depois quando chegou a Praga. O apogeu da valsa e da polca, o surgimento de novas danças e a popularização das mesmas durante o século XIX fizeram dessa época um importante período de desenvolvimento para as Danças Sociais. Uma nova era para a Dança de Salão iniciou-se juntamente com o século XX. Os ritmos locais do continente americano influenciaram a forma de dançar e o surgimento de novas danças. O jazz norte-americano adaptou-se ao cakewalk – uma forma afro-americana de música e dança – e os movimentos de giros da valsa e da polca foram trocados por movimentos de deslocamentos para frente e para trás, característicos actualmente de danças como o bolero e o chachachá.
Em meados dos anos 20, foram criadas as primeiras competições de Dança de Salão e, por essa razão, houve a necessidade de padronizar passos, figuras e critérios de avaliação, o que foi feito pelos ingleses, que percorreram vários países e codificaram a forma de dançar e a melhor maneira de ensinar cada ritmo. A partir daí, surge o Ballroom Dancing ou Dança Desportiva, uma forma competitiva da Dança de Salão que actualmente está muito em voga na Europa e Estados Unidos e prestes a tornar-se uma modalidade olímpica. Entre os anos 1930 e 1950, danças latinas como o mambo e a rumba, originárias da habanera cubana, popularizaram-se no mundo inteiro. É também nesse período, mais precisamente na década de 1940 que, o tango argentino se definiu como dança de salão. Nos anos 50 explodiu nos Estados Unidos o rock-and-roll, uma dança diferente das que eram praticadas até o momento, pois apesar de ainda ser dançada a dois, os pares não dançavam abraçados, mas sim separados, de uma forma mais solta. O surgimento dessa nova forma de se dançar é mostrado no filme “No Balanço das Horas” (Rock Around the Clock). A dança do rock conquistou os jovens das décadas de 50 e 60 e actualmente é conhecida como Dança de Salão pelos nomes de swing e/ou twist.
Com o aparecimento das discotecas na década de 70, as Danças de Salão dispensaram a padronização de passos para facilitar a interacção com o parceiro. Neste período, assim como nas duas décadas anteriores, alguns estilos perderam popularidade, o que gerou à Dança de Salão um certo declínio, que só não foi maior porque filmes da época, como ‘Saturday Night Fever’ estimulavam os jovens do mundo todo a continuar a dançar a dois nas pistas das discotecas.
A riqueza da dança a dois está na sua diversidade. Conhecida como uma modalidade de dança que engloba vários ritmos, a Dança de Salão é uma actividade sem preconceitos, praticada por pessoas de ambos os sexos, de todas as idades, cor, raça e níveis sociais. Além de estar em constante desenvolvimento, pois a todo o momento surgem novos ritmos, passos e formas de se dançar, ela tem também o papel de representar a cultura de um país, por preservar suas características culturais populares, como ocorre com o tango da Argentina, o samba do Brasil e a salsa de Cuba. A Dança de Salão tem e sempre teve seus altos e baixos. Ela já sofreu proibições, preconceitos, já foi rotulada de “brega” ou “demodê”, no entanto soube romper com maestria as portas do século XXI, e não é exagero dizer que está a crescer a cada dia.
Devido à riqueza de ritmos, as danças de salão podem ser classificadas como latinas ou clássicas.
São danças de salão latinas:
Samba – Revela a sensualidade natural do povo brasileiro. O samba de salão alterna movimentos rápidos e ágeis com pausas em momentos estratégicos da música. A sensualidade do samba está na agilidade aliada à ginga.
Rumba – Movimentação de anca é uma marca. O apelo é muito mais para o sensual do que para o romântico. Aproximação e afastamento de desejo, como se houvesse um diálogo “agora quero-te, não sei se te quero mais”.
Jive – Nome oficial do rock and roll na dança desportiva, o jive tem clima de grande brincadeira. Uma dança vigorosa que exige velocidade e agilidade nos seus vários giros e pulos. É um divertimento!
Cha-cha-chá – Há uma atmosfera de conquista, porém mais alegre, perde um pouco da sensualidade para ganhar na alegria. Os movimentos em geral são rápidos e precisos, sem perder o balanço latino, que é essencial.
Paso doble – A força da cultura espanhola, a virilidade do toureiro e o atrevimento da espanhola. No paso doble, a dama representa a capa do toureiro e muitos dos movimentos traduzem etapas da tourada. Há um clima de desafio entre os parceiros, ao mesmo tempo que se conquistam.
São danças de salão clássicas:Tango – Uma dança muito forte e emocionante. É um exercício de precisão e equilíbrio, revelando uma imagem de muita sensualidade e beleza. Os passos são firmes. As pernas devem estar sempre preparadas para os cortes e entrelaces. Poses!
Valsa Vienense – Esta dança é conhecida pelos seus movimentos de rotação e elegância, que parecem simples, mas exigem grande controlo e equilíbrio do par.
Valsa Inglesa – É uma dança sentimental e romântica, caracterizada por movimentos suaves e circulares. A suavidade, fluidez e giros são característicos nesta dança. Esta valsa é uma variação mais lenta da valsa vienense.
Slowfox – É chamada de “Rolls Royce” dos estilos de dança pela sua suavidade. Os passos são na maioria de deslocamento para frente e para trás e com giros, que devem manter equilíbrio e coordenação. É considerada unanimemente pelos professores de danças de salão uma das danças mais difíceis.
Quickstep – Versão mais rápida do Slowfox, mais do que suavidade, é um género que transmite alegria – uma alegria romântica.